Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Proud to be Mafalda

Diário de uma aspirante a jornalista em adaptação a uma nova (mas assustadora) vida...

Proud to be Mafalda

Diário de uma aspirante a jornalista em adaptação a uma nova (mas assustadora) vida...

Vida de universitária com 4 canais

por mafalda, em 21.09.14

 

*Eu à espera da hora das novelas*

 

(Ao que isto chegou...)

Home is where your heart is

por mafalda, em 13.09.14

É a minha última noite em casa. Estou em arrumações. Vou trocar de computador com a minha mãe, porque o dela serve melhor para a faculdade. Por isso estive a passar todas as fotografias do meu portátil para uma pen. As fotografias da minha vida. Acho que escolhi mal o dia.

Abri o album do verão de 2009. Nessa altura ainda passávamos férias em Santo André. A minha irmã ainda me dava pelo peito. Tinha os dentes tortos e de monstrinho que o aparelho lhe corrigiu. Usava fitas, bandeletes e colares de missangas pirosos e enormes que sobressaíam demasiado no seu metro e trinta e nos seus ossos salientes. Vestia-se mal, mas era tão gira. Chamava-me "mana" com voz de desenho animado e andava sempre atrás de mim, ria-se tanto das minhas piadas sem graça nenhuma. Pedia para vir para a minha cama, eu deixava, mas ficávamos tão apertadas que a meio da noite alguma tinha que mudar. O meu pai pescava sete peixes numa tarde de praia, e os estrangeiros batiam-lhe palmas e aproximavam-se para os ver. Depois gozávamos os dois em português porque ele não percebia o que eles diziam e eles não percebiam o que nós dizíamos. Perto das sete a minha mãe queria ir embora porque estava frio... O meu pai vestia a camisola e cantava o refrão dos Xutos: "Eu gosto da praia à hora das gaivotas!". Ela resmungava e nós ríamos da imitação de gaivota do meu pai. 

Vou ter saudades. Eu sei que não acaba aqui, que venho nos fins-de-semana, sei disso tudo. Mas isto é o princípio do fim. A partir de agora eu venho a casa, não sou da casa. É a primeira fase da minha vida como adulta. Considero-me uma pessoa suficientemente independente, mas a verdade é que vai ser duro. O jogo de PES com o meu pai de todos os dias já não vai acontecer. Vai ser substituido por noites sozinha. Sozinha. Escrevo sozinha e forma-se um nó na minha garganta. Eles não vão estar comigo. Quando era pequena dizia-lhes que queria viver aqui em casa para sempre. Eles riam-se. E há uns meses eu ria-me. Mas agora choro. Porque eu quero mesmo viver aqui para sempre. 

Vamos aos updates?

por mafalda, em 12.09.14

Vamos aos updates!

 

1. Ontem fui pela primeira vez à minha escola, matricular-me. E olhem... Adorei! O pessoal foi todo super simpático comigo, os "trajados" ou lá como se diz, ajudaram-me em tudo (mesmo depois de eu ter recusado o convite para as praxes porque, enfim, not my cup of tea)... Nota: positiva. Acho que a escola tem mesmo bom ambiente e fiquei contente!

 

2. Quanto ao quarto que tinha reservado em Lisboa... Já não estou tão optimista. O meu feitio é, já de si, propenso a uma adaptação complicada em quartos. E para ajudar à festa, acho que a limpeza não é o forte das restantes inquilinas. Pois, esqueci-me de mencionar que sou doente (não estou a exagerar) e entro em pânico com a sujidade. Ora uma pessoa assim entra na cozinha e vê o chão imundo, loiça por lavar e por aí fora e o resultado não é bom. Não é bom. Eu não sou má para partilhar casa, não fiquem já aí a olhar de lado para a esquisitoide. Eu só gosto muito duma coisa que está em desuso, que é o respeito. E acho que nas zonas comuns deve-se ter um cuidado especial com essas questões. No quartinho de cada uma até podem plantar árvores, uma ervinha e mandar para lá vacas pastar que eu bato palminhas. E é por isso que tenho um apelo a fazer. Estão me a ouvir? 'Tão vá. SE ALGUÉM DESSE LADO SOUBER DE UM QUARTINHO (OU MESMO UM T0/T1 QUE ISSO ERA O IDEAL) ATÉ AOS 250 EUROS num apartamento com bom ambiente, habitado por estudantes limpinha/os e arrumada/os e cujo senhorio não ande sempre a meter o nariz no dito, ali para os lados da ESCS (ou até 20 minutos de caminho) AVISEM AQUI A AMIGA hã? Não me falhem!

O que é que eu senti?

por mafalda, em 09.09.14
A sensação de alívio misturada com um medo assolador. O aproveitar duma recompensa e de um "eu sabia", enquanto gabava "a sorte que eu tive". Um entusiasmo que, creio, nunca me abandonará ao longo destes anos e a (quase) certeza de que este é o meu caminho e foi para isto que eu nasci. E orgulho em mim.

Quem sou eu? Ora bem...

por mafalda, em 03.09.14

Sou uma miúda de 19 anos que não sabe como apresentar-se. A sério. Quando algum dos meus amigos me apresenta um dos seus amigos, e esse seu amigo me dá dois beijinhos diz, por norma, "sou o não-sei-das-quantas", o que é que eu respondo? "Ahhehhhh". Nada. Não digo nada. Voltando ao que interessa(?).

Estou neste momento em mudanças, no sentido literal. Acabei o 12º ano de Línguas e Humanidades, e pela primeira vez na minha vida lá me decidi quanto ao que quero fazer da vida. Esta brincadeira do "Quero ser advogada, ai, não, esperem, quero ser médica! Estava a brincar, quero mesmo é ser tratadora de focas no Jardim Zoológico, é isso mesmo, quero ser tratadora de focas!" já me fez perder um ano em Ciências e Tecnologias, mas lá encontrei o meu caminho. Blá blá blá, gosto muito deste curso, deixa-me cá ir às aulas e ouvir os professores que safo-me sempre sem estudar. Até que entrei no 12º ano e percebi que as pessoas andavam muito concentradas numa coisa parva, como é que era... Ah, escolher o curso que queriam tirar na Universidade. Uma parvoíce, estão a ver. Achei que seria boa ideia dedicar-me um bocadinho a pensar no meu caso. E então percebi: "Oh, f***-s*", estou tramada". Mas as coisas foram ficando claras, à medida que o tempo passava. Aquilo que eu sempre gostei mesmo, mesmo de fazer é escrever. Então pensei: espera lá... e se eu tirasse Jornalismo?! Opá, que miúda mais espertinha, hã? Uma maravilha. Entretanto fui ver as médias... O arrependimento apoderou-se de mim. Por que é que eu não estudei???!!! As hipóteses eram mínimas, mas se eu me aplicasse de verdade para os exames finais, talvez conseguisse... Foi então que marrei, mas marrei como nunca antes havia marrado, marrei taaaaanto (foram só uns dois meses, não se entusiasmem) e saquei umas belas notas (a de História então ainda hoje não percebi como a saquei, mas acho que o professor corretor deve ser sido presenteado com um qualquer ato sexual daqueles que uma pessoa vê o mundo com outros olhos e o meu exame foi o primeiro a ser corrigido após o ato). Não sei como, mas acabei o secundário com uma média de (txanaaaaaam): 16,2. Pensavam que iam ver aqui um 18 ou assim, mas também olhem lá, 'né?. Isto para Línguas e Humanidades é bem bom. Hora de escolher a faculdade: mais não sei quantas noites sem dormir, uma indecisão que me corroía os ossos. FCSH na Nova de Lisboa? FCSP da Univ. de Lisboa? Acabei por me decidir pela mais inesperada: Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. E agora é dia 3 de setembro, três da manhã e eu estou em pulgas para que esta aventura comece: "embalar a trouxa e zarpar" (tiririri) da santa terrinha para a capital! SIC Notícias me aguarda que eu 'tou chégando!

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D