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Proud to be Mafalda

Diário de uma aspirante a jornalista em adaptação a uma nova (mas assustadora) vida...

Proud to be Mafalda

Diário de uma aspirante a jornalista em adaptação a uma nova (mas assustadora) vida...

:( R.I.P

por mafalda, em 06.05.15

Morreu Óscar Mascarenhas, aos 65 anos. Jornalista, antigo provedor do leitor no Diário de Notícias e meu professor de Ética e Deontologia do Jornalismo. Tive aula com ele ontem. E hoje, ao abrir a página online do jornal e deparar-me com esta notícia, senti pela primeira vez este arrepio (que não passa) pela morte de um desconhecido. Talvez por ter percebido, apesar do pouco tempo em que tive o prazer de o ouvir, que era um homem íntegro e que muito tinha para me ensinar. A mim e a muitos dos que se acham jornalistas. A mim e a todos os que abdicam dos seus princípios para ascender nesta vida feia. Fica um excerto do último artigo que publicou para o DN como provedor, e a minha homenagem.

«(…) Dei combate à grosseria de linguagem – até em artigos de opinião, usualmente de fora do âmbito de intervenção de um provedor – e atalhei sempre que pude contra o recurso a comentários de fontes não identificadas. Parti da minha experiência de (agora) 40 anos de jornalismo – celebro-os no dia 2 de janeiro! – e de dois princípios: o caráter aristocrático da nossa profissão e a ética.

Não entendo o jornalismo como um poder mas como um serviço. Daí ele ser aristocrata: saber que podemos muito mais do que nos permitimos, por respeito pelo público”»

Desabafo de um cachalote

por mafalda, em 29.04.15

Sempre que olho para o horário das aulas do ginásio (sim, agora sou uma dessas nojentas que vai ao ginásio) e vejo "Cycling" entra-me uma raiva por dentro que me consome, porque já tentei fazê-la três vezes e nunca consigo (por conseguir entendo fazer a aula até ao fim sem ter uma taquicárdia). Mas em mim a raiva manifesta-se duma forma estranha. Moral da história: tento outra vez. Resultado: estou aqui frustrada e meio em coma porque saí agora de uma. Mas o pior é que sei que para a semana estou lá outra vez.

"A beginning, a middle and an end. But not necessarily in that order..."

por mafalda, em 29.04.15

Tive uma ideia: vamos fingir (vocês, os poucos que me liam) que não estive meses sem escrever e tentar retomar isto sem grandes explicações? Hã? Que acham?

Caso contrário, teria que explicar que não há justificação nenhuma para além da minha tendência para me fartar de tudo e nunca terminar nada. Não lhe chamo defeito porque a verdade é que isto me faz experimentar centenas de coisas ao mesmo tempo, às quais me dedico intensamente nos primeiros dias, mas nunca acabo...

Teria também que explicar que a verdade é que a vida não tem sido fácil para mim e tenho tido muito em que pensar. 

Mas e se fizéssemos só o que proponho? Afinal, a parte boa de ter abandonado aqui o estaminé é que tenho muuuuito para contar! Bora lá a isto :)

-

por mafalda, em 21.09.14

Fui a casa no fim-de-semana e regressei hoje no comboio. A viagem é de cerca de duas horas e há necessidade de trocar de comboio na estação de Casa Branca. Assim o fiz e reparei que, ao mesmo tempo que eu, entrou um senhor dos seus setenta e picos anos no comboio, depois de ter deixado cair o bilhete mas alguém o ter ajudado a recuperá-lo.

Sentou-se num dos bancos em frente do meu. Era um daqueles senhores a quem chamamos velhinho e não velho. Com "bom aspeto", usava um chapéu e reparei que trazia um sapato de cada qualidade, similares, de cores diferentes. Acredito, pareceu-me, que apenas se distraiu com o calçado e que não se deveu a faltas maiores. Agradeceu com simpatia ao revisor e passou grande parte da viagem a dormitar. Ouviu-se: "Dentro de momentos chegaremos à estação de Pragal. Próxima paragem: Pragal". O senhor pegou no telemóvel e, não pude deixar de ouvir, ligou para a filha. Perguntou-lhe se estava no trabalho, ao que esta respondeu que não, que era fim-de-semana. O velhote desculpou-se com o esquecimento. Perguntou-lhe então se podia passar na estação, que estava a chegar ao Pragal, para o apanhar. Ela respondeu que não, que se ele tivesse dinheiro podia ir de táxi. Ouvi-o dizer: «Então e podemos jantar todos juntos? Queria pagar-vos o jantar...» A resposta foi, com certeza, negativa, provavelmente foi acusado de ter "vindo sem avisar", pois lamentou-se: «Eu sei... Mas estava lá e pensei "Vou vê-las!"». Não adiantou e, tristemente, desligou o telemóvel. O resto da viagem fê-la cabisbaixo.

 

Não sou das melhores pessoas que há. Nem no meio da tabela me devo encaixar. Mas há coisas que, só tendo um coração muito frio, alguém consegue ignorar e eu, infelizmente, sofro muito com a desumanidade. Dói-me a fome, o frio, o desalento. Dói-me um gato a miar de fome no quintal, dói-me uma criança mal vestida, dói-me mesmo. E imaginar a solidão dos que dedicam a vida a alguém que depois não tem cinco minutos para passar na estação dói-me tanto.

Vida de universitária com 4 canais

por mafalda, em 21.09.14

 

*Eu à espera da hora das novelas*

 

(Ao que isto chegou...)

Os meus 10 livros favoritos

por mafalda, em 19.09.14

Pedir-me para seleccionar os meus livros favoritos é, provavelmente, das coisas mais difíceis para mim. Não li nem vou ler todos quanto gostaria, não que seja uma pessoa demasiado ocupada, mas porque a lista (qual lista, as resmas) de livros que quero ler é imensa. Mas vou tentar e, de facto, sem qualquer ordem de preferência, simplesmente porque seria impossível e, acredito, faltar-me-ão obras gigantes porque tenho a proeza de não recordar muitos dos que já li a não ser que tropeçe nos títulos.

 

Cá vai:

1. O Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel García Marquez

Terminei esta leitura há dois dias e realmente, e tal como a pessoa que mo recomendou, é a história de amor mais forte que já li. Um amor sem fronteiras, sem prazo como os dos nossos dias. Descobri agora mesmo que foi adaptado ao cinema e, como é óbvio, já sei o que fazer esta tarde :) ;

2. Os Maias, Eça de Queirós;

3. O Código da Vinci, Dan Brown;

4. O Nascimento de Vénus, Sarah Dunant (RECOMENDO a todos os tipos de leitores!);

5. Sputnik, Meu Amor, Haruki Murakami;

6. Úrsula, a Maior, Alice Vieira

Escolhi incluir este livro por ter sido o primeiro livro "a sério" que li e que ainda hoje recordo com muita alegria e que é mais um dos que nos recomendam que leiamos no segundo ciclo e que, no meu entender, merece uma segunda leitura!

7. Aparição, de Vergílio Ferreira;

8. O Diário da Nossa Paixão, Nicholas Sparks

Não gozem, toda a gente tem direito ao seu Nicholas Sparks...

9. Memorial do Convento, José Saramago;

10. Viagens na Minha Terra, Almeida Garrett;

 

Convido todos os que por cá passarem a fazerem o mesmo e a dar ideias ao pessoal de boa literatura ;)

Mais um!

por mafalda, em 18.09.14

A dona do blog Uma Família Dramática nomeou-me para mais um desafio que consiste em:

 

- Partilhar sete factos sobre mim;

- Nomear quinze blogs inspiradores e comentar nos seus posts para eles saberem que foram nomeados.

 

Os sete factos são:

  1. Sou altamente míope (4,25 dioptrias) e uso lentes de contacto;
  2. Tenho sempre sono e conseguia dormir 12 horas seguidas todos os dias;
  3. Sou extremamente perfeccionista e competitiva (sem passar por cima de ninguém!);
  4. Tenho o gato mais lindo do mundo, encontrei-o na rua há dois anos quando era muito muito bebé;
  5. Adorava a Amy Winehouse;
  6. Adoro tudo o que me faça rir mas tenho um sentido de humor esquisito;
  7. Tenho pavor a germes e levo o santo dia a desinfectar-me e a evitar tocar onde as pessoas tocam.

Nomeados:

Queria fazer isto de forma diferente e que cada um que passe por aqui e goste deste tipo de desafios se sinta à vontade para o fazer e, opcionalmente, comentar este post para eu conhecer novos blogs e visitá-los ;)

Oh Lourenço, Lourenço, não me faças isto.

por mafalda, em 18.09.14


Atentem no minuto 1:40, minhas amigas, minuto 1:40.

Eh pá! 'Tava só ler os comentários no blog da Pipoca......

por mafalda, em 17.09.14



Pelo menos foi educado, o miúdo.

Até lá fico amuada.

por mafalda, em 16.09.14

No dia em que ele perceber que quando eu lhe grito para se ir embora e que lhe desejo que caia na linha do comboio enquanto passa o Intercidades, a única coisa que não pode fazer é ir-se embora a minha vida vai ser bem mais fácil.

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